Hoje trabalhei muito, corri pra casa pra jantar e ir a uma palestra. Chamava-se "The Culture of War" e foi proferida por um cientista político de Israel e um filósofo daqui.
Só de ir no prédio principal da universidade já vale a pena, porque ele é lindo! Entre o auditório central pela primeira vez e olha lá:
Os palestrantes falam daí de cima, super pomposo!
Apesar do sotaque no inglês, deu pra entender legal e foi bem interessante. Confesso que meu lado psicóloga se incomodou um pouco com o excesso de "o que" e ausencia de "como" e "porque" mas ainda assim.
Pensei muito no Brasil, por não termos essa cultura de guerra como aqui. Somos apenas ávidos expectadores mas não atores de verdade. Teve uma hora que o palestrante principal falou "A guerra não é sobre poder matar, mas sobre poder morrer (...) todo homem precisa ter algo pelo que se sinta capaz de morrer". Será que nós brasileiros temos esse algo? Morreríamos pela pátria? Nossa história é cheia de conflitos (até a violência urbana de hoje) e de amores nacionais (como o esporte) mas esse tipo de orgulho, mais visceral mesmo, não sei se temos...
Ele falava da cultura da guerra como algo essencial e básico pro desenvolvimento da sociedade e pra satisfação humana. Será que faltou isso mesmo pra nós? Eu vejo a guerra com tanta repulsa... tenho dificuldade de enxergar com esses olhos.
O povo de P.E. teria muito a contribuir com algumas coisas... especialmente com os porquês... Lembrei muito do grupo lá da UFPA quando ele disse "os homens precisam de guerra e as mulheres de guerreiros".
Voltei pra casa tremendo de frio (mas caminhando sempre ajuda) e vou dormir agora, tenho um dia cheio amanhã.
Mas preciso só fazer um adendo... No meu ipod eu tenho 822 músicas, de estilos variados. Hoje passei o dia mofina de saudade e aí quando pego o ipod, no shuffle, qual a primeira música que toca? "Chega de saudade... a realidade é que sem ela não pode ser..." Pulei essa faixa! Aí veio "Porque sem você meu amor eu não sou ninguém..." Pula de novo! Aí veio "Você me faz sentir menos só, menos sozinho"... É dose né??? Resolvi desistir de pular as faixas e vim cantando pelas ruas de Groningen...
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